domingo, 27 de setembro de 2020

CAPÍTULO 7 DA NOVELA "OS LUSÍADAS..."

 

ESPAÇO MULTICULTURAL GENE INSANNO


Foram 4 sábados em agosto de 2016, e sempre muito emocionante porque o Espaço Multicultural Gene Insanno é aconchegante. Após uma apresentação, fui procurado por um senhor que queria ter partido antes de começar a apresentação, mas por insistência de alguém de sua família ficou e gostou, confessando-me: “Você me proporcionou hoje a maior emoção da minha vida.” E se foi, sem que me ocorresse dizer a ele a mesma frase. Outra emoção foi ler o artigo do jornalista Camilo Mota, que coloco a seguir:












sábado, 26 de setembro de 2020

CAPÍTULO SEIS DA NOVELA Os Lusíadas no teatro

 

Capítulo 6 – APRESENTAÇÕES EM CABO FRIO – Teatro  USINA 4

Depois de algumas apresentações esparsas de parte da peça em festivais de Cabo Frio, agendamos apresentações no teatro Usina 4. Fizemos entrevistas para divugar o monólogo em rádio, tvs e distribuímos panfletos em lugares públicos. Certo dia aconteceu o que bem poderia ser uma piada. Ao entregar a propaganda a uma senhora, ela me perguntou sobre o que era a peça e quando lhe disse que era sobre a primeira viagem de Vasco da Gama às Índias ela com alegria exclamou: “Meu marido vai gostar, ele é vascaíno”!

Após as apresentações no teatro eu  tive duas alegrias; uma foi o elogio do diretor José Facury, que foi sincero, porque tempo depois me contratou para auxiliar na adaptação da obra máxima de Mário de Andrade: Macunaíma. A outra alegria foi porque o ator e mímico Jiddu Saldanha que exclamou, logo que terminei a última fala: “Estou chorando”. E sua apreciação depois apareceu na internet, quando escreveu uma crítica repleta de elogios. Pena que não a encontrei agora para incluir aqui.

 


“CAMÕES EM CABO FRIO, NO TEATRO USINA 4

Entrei em cena e improvisei: "Meu nome é Luís Vaz de Camões e eu escrevi Os Lusíadas, em que conto a viagem de Vasco da Gama às Índias. Creio que faz dois anos que o Vasco da Gama esteve aqui neste teatro e contou a chegada dele em Melinde, onde narra para o rei de lá toda a história dos reis de Portugal e de sua viagem até ali.” Aí já emendei para o texto normal contando o fim da viagem e a volta a Portugal. Mas logo no começo, tinha observado a atenção e ligação forte da plateia e também a presença do meu amigo e companheiro de trabalho em outra peça, o Solano, e mais surpreso ainda fiquei quando reconheci o rosto de um senhor muito simpático e atento, na primeira fileira.

 Lembrei-me dele.  Ele era dono de um mercadinho perto do teatro. Eu tinha lhe falado do meu trabalho, convidei-o, mas ele disse que não poderia ir, porque fechava o mercado às 20:00 quando começavam as apresentações e ainda tinha que ir ao fornecedor para buscar produtos para reabastecer seu estabelecimento. Que agradável surpresa! Ele deve ter se esforçado para conseguir chegar a tempo. Bem, apesar da trilha musical não ter tocado porque deu algum tipo de erro no computador, eu fiquei numa sintonização tão harmoniosa com o público que nem liguei e ainda improvisei "cacos" e cenas que levaram as pessoas ao riso e a momentos de emoção que também me tocaram muito. Felicidade incrível, esse é o melhor pagamento para nós artistas, o maior prêmio! Aplaudiram muito! E eu ainda me enlevo de amor e gratidão até hoje!”

 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Capítulo 5 da novela CAMÕES NO TEATRO

 

Capítulo 5 – ESTRÉIA DA PEÇA – Teatro popular de RIO DAS OSTRAS

 


Preparação – Agendamos a apresentação em Rio das Ostras e mandamos imprimir panfletos para divulgar, procurando inicialmente visitar o maior número de escolas possíveis, distribuindo o impresso e falando com as pessoas sobre a importância da epopeia camoniana. Em colégio estadual obtivemos permissão de visitar e falar do espetáculo em todas as salas e só isso já me deu grande alegria, porque sei que mesmo que não tenham ido ao teatro, pelo menos receberam uma semente que pode despertar o interesse por Camões e sua obra. Finalmente, demos entrevista em emissora de rádio local, distribuímos folders nas ruas e afixamos cartazes em alguns estabelecimentos locais.

A primeira apresentação não teve grande público, mas vimos que as pessoas que foram se emocionaram e riram, demonstrando que estavam curtindo. Quando terminei, enquanto as pessoas ainda estavam aplaudindo, à minha esquerda, na plateia, uma senhora emocionadíssima gritou: “Mas essa peça é uma aula de História”. Ao que um senhor do lado direito completou também emocionado e como que corrigindo a professora (claro que devia ser professora de História): “... e de teatro!” Depois fiquei sabendo que se tratava de Carlos Henrique Pimentel, que fora ator e naquele momento ocupava  cargo importante na Fundação Rio das Ostras de Cultura.

No segundo dia foram 3 apresentações e uma delas lotou com a presença de muitos estudantes, o que me levou a fazer uma palestra complementar sobre o gênero épico e sobre a genialidade do vate lusitano. Os estudantes fizeram questão de foto e consegui umas poucas para mim.

domingo, 20 de setembro de 2020

CAPÍTULO 4 da nossa novela

 

NOVELA: VAMOS TIRAR CAMÕES DO OSTRACISMO

 

Capítulo 4 – FINALIZAÇÃO DOS TRABALHOS – Grupo Operários da Arte

Em 2015, ainda não estávamos nos últimos ensaios, quando senti necessidade de apresentar o que estava fazendo ao meu ex-diretor e sempre amigo José Paulo Rosa. Viajei para São Paulo e sem cenários e adereços, apresentei-me para o pessoal do RIA, na sede do grupo, onde também compareceram pessoas vindas de Brasília (o ator Chico Sátyro e duas professoras suas amigas.) alguns amigos convidados. Todos elogiaram muito, mas o diretor, como é próprio do profissional, apresentou várias críticas e sugestões que levei em conta e procurei melhorar nos ensaios seguintes. Mais uma vez, obrigado Zé Paulo.

 


Já estávamos com o espetáculo quase pronto, então Angelah convidou um músico amigo, Vítor Brício, para fazer a trilha sonora. Ele assistiu alguns ensaios, levou uma cópia do texto e criou a trilha que ainda utilizamos com prazer. Não cobrou nada assim como Eliandro, só participação na bilheteria. Obrigado amigos! Nos últimos ensaios, convidamos outro amigo, grande ator e também diretor Alexandre Corecha, que com sabedoria e sensibilidade deu sugestões que adotamos e funcionaram muito bem. Fizemos um ensaio aberto, sem o cenário e as pessoas demonstraram ter gostado muito. Preparamo-nos para a estreia. O diretor da revista La Femme gostou muito e publicou várias fotos.



quinta-feira, 17 de setembro de 2020

CAPÍTULO 3 DE NOSSA NOVELA

 

Capítulo 3 – NOVOS CAMINHOS SE ABREM – grupo Operários da Arte

- Angelah Dantas aceitou me dirigir depois de ter visto e gostado da minha apresentação no saral da Aaraletras, Academia Araruamense de Letras.

 Começamos a ensaiar não me lembro o mês, no ano de 2015, toda sexta-feira tinha hora para começar à tarde, por volta das 16 horas, mas não tinha hora definida para terminar.

O que determinava o fim era o cansaço, ou a constatação de que determinada parte estava boa e bem marcada. Eliandro Martins começou a planejar e a criar o cenário e os elementos adicionais, os adereços. Eu fui comprando o que era necessário e quando podia. A peça foi crescendo, Angelah começou a perceber aspectos do texto que me emocionaram, como a atualidade de Camões. Uma delas, então, tornou-se mais forte quando o incêndio quase destruiu a parte de cima de minha casa; “Grandes e gravíssimos perigos, ó caminho de vida nunca certo...” Isso está no vídeo no youtube junto com imagens do incêndio e de parte do monólogo:

 https://youtu.be/kk_ROhhmP9A .

Quando puder visite meu site www.literaturaeteatro.com.br que vou fechar nos próximos dias por falta de condições. Me esqueci de dizer que fiz apresentações gratuitas numa grande sala vazia do mercado LAGOA E MAR da Praia Seca, Araruama, cedido pelo sr. Maurício.




quarta-feira, 16 de setembro de 2020

NOVELA "VAMOS TIRAR CAMÕES DO OSTRACISMO"

 

Capítulo 2 – Origem próxima – Mais dedicação ao grupo RIA

Dois anos depois, a lista do vestibular da Fuvest mudou e a peça com Ayrton passou a atrair menos o interesse das escolas, então encerramos as atividades e cada um iniciou outros trabalhos, agora separadamente.

 No grupo RIA encenamos SAGARANA  (não recordo a data) e PRIMEIRAS ESTÓRIAS (2003) de Guimarães Rosa. Depois um lindo espetáculo com poemas do heterônimo de Fernando Pessoa: CAEIRO EM PESSOA em 2006, que ficou em cartaz até 2008.



Paralelamente, eu continuei sonhando com Os Lusíadas e fui adaptando a obra toda, só conseguindo isso em 2009, mas a primeira apresentação em uma escola do município de Igaratá, deixou evidente para mim o que já me dissera o diretor José Paulo Rosa, um monólogo não pode ultrapassar 60 minutos. O ideal mesmo seria 50 minutos, mas minha peça estava com uma hora e meia, os alunos gostaram, elogiaram, mas eu vi vários ficarem cansados e uns poucos com os olhos quase fechando. Retomei a adaptação e conforme fazia, apresentava a pequenos grupos de amigos.

Isso até 2011, quando me mudei para o Rio de Janeiro, e em 2012 mudei-me para a região dos Lagos, onde comecei a me apresentar em saraus em Araruama e Cabo Frio e na seresta de Arraial do Cabo. Além de meus poemas gostava de apresentar fragmentos da obra de Camões. Numa dessas apresentações no Clube Náutico de Araruama, após interpretar a morte de Inês de Castro, passei pela diretora do grupo de teatro Operários da Arte, Angelah Dantas, que de rosto espantado me disse “você é louco!”. Eu já tinha ouvido essa frase de outras pessoas, mas não ligava. Então pressenti naquele momento uma oportunidade e na semana seguinte fui procurar Angelah Dantas e pedi para me dirigir.






segunda-feira, 14 de setembro de 2020

NOVELA: VAMOS TIRAR CAMÕES DO OSTRACISMO

 

Capítulo 1 – COMEÇO DE TUDO – Ano 1.998

 

Foi na estreia do Brás Cubas. Terminamos a apresentação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, dirigida por José Paulo Rosa, do Grupo RIA, no antigo Teatro Lucas Pardo Filho,  próximo à pça Roosevelt e do lado da rua Guimarães Rosa, e fui abraçado pelo ator e diretor Airton Salvanini. Eu interpretara o narrador Brás Cubas, e foi  meu primeiro trabalho profissional. Ayrton ficou impressionado e me convidou para fazer um trabalho com ele. Reunimo-nos na semana seguinte e ele pediu que eu adaptasse os cantos 3 e 4 de Os Lusíadas, concentrando-me nos episódios A morte de Inês de Castro e O Gigante Adamastor.

Durante alguns meses, não me lembro quantos, eu adaptava e ensaiava com ele esses dois episódios que fariam a abertura do espetáculo. Ele entraria em cena logo após a minha saída e declamaria 13 poemas do livro Libertinagem de Manuel Bandeira. O espetáculo terminava com uma condensação de Morte e Vida Severina, em que interpretávamos todos os personagens. Era uma brincadeira divertidíssima e nos apresentamos em muitos colégios na capital e no interior de São Paulo. A apresentação mais inesquecível para mim foi no teatro de Osasco, lotadíssimo, e ao interpretar Adamastor, fui aplaudido em cena aberta.

Por mais de dois anos, além de escrever livros pra os vestibulares PUC, PUCAMP, UNICAMP e FUVEST, lecionar em Sorocaba..

Inês pede piedade ao rei