O segundo, especial:
terça-feira, 17 de maio de 2016
SARAU DA AARALETRAS, Academia Araruamense de Letras
CONVIDO a todos para os dois próximos saraus: o de maio, agora dia 21, sábado, no clube Náutico de Araruama, às 16 horas. Sua presença nos deixará honrados e felizes. Apareça.
O segundo, especial:
O segundo, especial:
sábado, 14 de maio de 2016
AMOR OU DESAMOR, que será?
QUE SERÁ?
A lua no céu
desponta
e o meu
coração apronta
uma enorme
confusão;
bate firme,
bate forte
no ritmo de
uma canção.
É o amor que
desperta
e me aperta bem
o peito,
me empurra ao
seu portão.
Você vê, mas não
me atende,
você ouve e
não me entende,
não me estende
a sua mão,
faz de conta
que não escuta.
Fico sem alma
e sem jeito,
perco o rumo,
a direção.
Isso me parece
o fim,
agora o que
será de mim?
terça-feira, 10 de maio de 2016
CARTA DO CHEFE SEATLE AO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
Este documento é um dos mais belos já
escritos sobre o uso do solo - é uma
carta escrita em 1854, pelo Chefe Seatle ao presidente dos EUA, Franklin
Pierce, quando este propôs comprar as terras de sua tribo.
“Como
é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece
estranha. Se
não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada
ramo brilhante de pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na
floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e
experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega
consigo as lembranças do homem vermelho. Os
mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre
as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do
homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores
perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos
irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do
potro e o homem - todos pertencem à mesma
família. Portanto,
quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra,
pede muito de nós. O Grande Chefe, diz que nos reservará um lugar onde possamos
viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós
vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil.
Esta terra é sagrada para nós.
Essa
água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue
de nossos antepassados. Se lhe vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que
ela é sagrada, e devem ensinar à suas crianças que ela é sagrada e que cada
reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da
vida do meu povo, o murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os
rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e
alimentam nossas crianças, se lhe vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e
ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos, e seus também. E,
portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos
que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para
ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à
noite e extrai aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua
inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os
túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria
de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus
filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas
que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites
coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu
não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere
os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e
não compreende. Não há lugar
quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o
desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez
seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente
insultar os ouvidos.
E o que resta da
vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos
sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso
para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o
animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem
branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é
insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele
deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito
com toda a vida que mantém. O vento que deu
a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes
vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar
onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores
dos prados.
Portanto, vamos
meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei
uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus
irmãos. Sou um selvagem
e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos
apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um
trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante
cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo que sacrificamos somente
para permanecer vivos.
O que é o homem
sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande
solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o
homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem
ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para
que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas
de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra
é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se
os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos:
todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação
em tudo. O que ocorrer
com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da
vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo que fizer ao tecido, fará a si
mesmo. Mesmo o homem
branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar
isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo.
Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir
um dia: nosso deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que o possuem, mas sua
compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é
preciosa, e feri-la é desprezar seu criador.
Os brancos
também passarão, talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas
camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de
sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus
que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu domínio sobre a
terra e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não
compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam
todos domados, os recantos secretos da floresta densa, impregnados do cheiro de
muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam. Onde está o
arvoredo? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.”
sábado, 7 de maio de 2016
O AMOR É UMA FLOR ROXA?
FAZENDO GRAÇA
COM DITO POPULAR
Há um dito
engraçado
e também muito
atrevido
e que tanto tenho
ouvido
que agora com
simples versos
aqui será
respondido.
O amor é uma
flor azul
Que alegra
muita gente
Desde o Norte
até o Sul.
O amor é um
lírio branco
Que traz um
sorriso franco.
É um girassol
amarelo
Que traz paz e
harmonia
E põe
conflitos no chinelo.
É um sol muito
vermelho
que emite toda
cor
E rejuvenesce
o velho.
O amor é cor
de rosa
Que se abre em
nosso peito
Como se fosse
a aurora.
Enfim, ele é
uma flor roxa
Que apenas não
floresce
No pobre coração
dos trouxas.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
BOA NOITE AMOR
- Vá!
- Vou.
- Venha!
- Vim te ver
vinte vezes
sem saber
que, em ti, busco
o que está em mim.
Nesse luscofusco
me ofusca o desejo
de roubar teu beijo
beber tua saliva
acariciar teu seio.
Na fuga em ré menor
me oculto em teu colo
me afogo em teus afagos
e é doce correr a língua
pelo teu ventre moreno
e sorrir da vida
à luz de vagalumes
olhos fechados, sonolentos.
Boa noite, amor!
- Vou.
- Venha!
- Vim te ver
vinte vezes
sem saber
que, em ti, busco
o que está em mim.
Nesse luscofusco
me ofusca o desejo
de roubar teu beijo
beber tua saliva
acariciar teu seio.
Na fuga em ré menor
me oculto em teu colo
me afogo em teus afagos
e é doce correr a língua
pelo teu ventre moreno
e sorrir da vida
à luz de vagalumes
olhos fechados, sonolentos.
Boa noite, amor!
quarta-feira, 27 de abril de 2016
REGIÃO DOS LAGOS E MINHA DOR
Em Araruama, Arraial ou Angra,
meu coração sangra,
se meu amor parte.
Mostro a dor na arte,
no verso dos meus versos
porque o amor faz parte
(de noite e de dia)
de toda minha poesia.
meu coração sangra,
se meu amor parte.
Mostro a dor na arte,
no verso dos meus versos
porque o amor faz parte
(de noite e de dia)
de toda minha poesia.
Sol se pondo em ARARUAMA
terça-feira, 19 de abril de 2016
METÁFORA EM TROVA POPULAR
A metáfora é uma figura de linguagem que funciona como se você comparasse uma coisa com outra, mas sem deixar aparecer o termo "como", veja essas duas delicadas trovas populares:
Os olhos de meu benzinho Os teus olhos, pretos, pretos,
são jóias que não se vendem, são como a noite cerrada...
são balas que me feriram, Mesmo pretos, como são,
são correntes que me prendem. sem eles, não vejo nada.
Na primeira trova os olhos tem o mesmo valor das jóias e o poder das balas e correntes a ponto de se fundir ou confundir com esses elementos, a imagem tem mais força. Na segunda, os olhos apresentam a mesma característica da noite cerrada, o que se evidencia com o "como". O lirismo se evidencia por meio do elemento contraditório; sem esses olhos escuros é que o apaixonado fica cego.
Os olhos de meu benzinho Os teus olhos, pretos, pretos,
são jóias que não se vendem, são como a noite cerrada...
são balas que me feriram, Mesmo pretos, como são,
são correntes que me prendem. sem eles, não vejo nada.
Na primeira trova os olhos tem o mesmo valor das jóias e o poder das balas e correntes a ponto de se fundir ou confundir com esses elementos, a imagem tem mais força. Na segunda, os olhos apresentam a mesma característica da noite cerrada, o que se evidencia com o "como". O lirismo se evidencia por meio do elemento contraditório; sem esses olhos escuros é que o apaixonado fica cego.
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