domingo, 6 de abril de 2014

IMPOSTO de Djavan

Quando estiver preenchendo a sua declaração de IR, ponha de fundo a voz de Djavan cantando

imposto
                http://youtu.be/AikZh9e22dU






IPVA, IPTU
CPMF forever
É tanto imposto
Que eu já nem sei!...
ISS, ICMS
PIS e COFINS, pra nada...
Integração Social, aonde?
Só se for no carnaval
Eles nem tchum
Mas tu paga tudo
São eles os senhores da vez
Tu é comum, eles têm fundo
Pra acumular, com o respaldo da lei
Essa gente não quer nada
É praga sem precedente
Gente que só sabe fazer
Por si, por si
Tudo até parece claro
À luz do dia
Mas claro que é escuso
Não pense que é só isso
Ainda tem a farra do I.R.
Dinheiro demais!
Imposto a mais, desvio a mais
E o benefício é um horror
Estradas, hospitais, escolas
Tsunami a céu aberto,
Não está certo.
Pra quem vai tanto dinheiro?
Vai pro homem que recolhe
O imposto
Pois o homem que recolhe
O imposto
É o impostor.
http://youtu.be/VZ8Adwyxh4M 

Djavan 

sábado, 5 de abril de 2014

PROBLEMA DE ÁCIDO ÚRICO

Caso você tenha problema de ácido úrico, torna-se necessário um controle do que anda comendo. Anote aí alguns alimentos que deve evitar:


sexta-feira, 4 de abril de 2014

LITÍASE = PEDRA NOS RINS

Há tempos postei uma recomendação da minha amiga, Dra Suzimar, para que evitassem a carambola, que prejudica as funções renais.
Hoje vou postar essas recomendações para quem tem problema com pedra (càlculos) nos rins


AMANHÃ postarei uma dieta específica para quem tem problemas com ácido úrico: hiperuricemia.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Camões e Noel Rosa

Lembrei-me de uns versos de Noel Rosa, cantados por Zizi Possi no seu maravilhoso CD "Mais simples":

Provei do amor todo o amargor que ele tem, 
então jurei nunca mais amar ninguém, 
porém eu agora encontrei alguém 
que me compreende e que me quer bem.

Quem fala mal do amor, não sabe a vida gozar,
quem maldiz a própria dor, tem amor, mas não sabe amar.

E aí me lembrei de uns versos de Camões que diziam mais ou menos assim:

"Quem diz que o amor é falso e enganoso, 
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido, 
sem falta lhe terá bem merecido
que lhe seja ingrato ou rigoroso." 

E em outro soneto afirma que:

"Busque amor novas artes, novo engenho,
para matar-me e novas esquivanças:
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
(...)
Mas conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê."

Parece-me que seja no século XVI, no XX ou no atual, nós estaremos sempre vulneráveis às ciladas e setas do deus menino.




terça-feira, 1 de abril de 2014

GUILHERME DE ALMEIDA

Encontrei um poema que sempre amei, de autoria de Guilherme de Almeida, vou transcrevê-lo. Amo esse poema desde minha adolescência e agora sei a razão; além do tema do amor livre, há uma beleza no emprego das rimas e de um ritmo que inicia rígido com o clássico decassílabo, mas logo é quebrado, num jogo sincopado muito interessante.Veja:
A Hóspede                

Não precisa bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.

Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo.
O cão amigo
pousará nos teus joelhos a cabeça.

Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram a relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia.

Dorme. Sonha. Desperta. Da colmeia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.

Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha -
 e esquece.

* Linda hipálage, "caminho sonâmbulo que desce", não é o caminho que é sonâmbulo, mas a mulher que se vai.

sexta-feira, 28 de março de 2014

OS LUSÍADAS

O trecho que o vídeo mostra é uma adaptação que fiz do canto III de Os Lusíadas, onde se conta a história de Inês de Castro, aquela que depois de morta foi rainha.

http://youtu.be/n1-E5viHpHk


segunda-feira, 24 de março de 2014

Tatiana Salem Levy

Terminei de ler A CHAVE DE CASA, da tatiana. Estou até sem fôlego. Parei todas as outras leituras para ficar só essa. Que loucura! Não vi nada igual nos últimos 15 anos.

Não recomendo a leitura desse romance de Tatiana Salem Levy para quem aprecia a leitura fácil, com tudo explicitado. O enigmático, o elíptico e o mistério vão tecendo uma teia que a mim, me hipnotizou. Abandonei temporariamente as outras leituras para ficar nela, só na dela. É leitura para quem gosta do que está na frente, vanguarda. Tudo que eu poderia dizer já foi sintetizado por Cintia Moskovich: "Tatiana chega ao ponto que muitos almejam e bem poucos alcançam". Tenho dito!