segunda-feira, 10 de março de 2014

Ivan Vilela, o violeiro

Gostaria de ter notícias do violeiro Ivan Vilela, amigo de quem sinto muitas saudades. Para ele essa minha humilde homenagem:

MUNDO DE MIL TONS
                                               (a Ivan Vilela)


Emana de Minas uma nova música.
Emana de Minas, mas de que mina fosse,
seria sempre doce, seria sempre mágica,
seria sempre música.

É um mundo de sonhos, de sinos e de sinas,
de sinais, sinestesias.
É um mundo alegre, feliz,
de lembranças infantis.
Brilham peixes nos regatos
e no regaço da emoção.
Brinca um grupo na esquina
de onírica memória,
mundo suave como o vento,
vibrante como catavento.

É um mundo de sol, de sal,
multicolorindo os bailes da vida
de chocolate e de vidro,
brilhando no espaço de mil sons,

e no mistério de Milton.

sexta-feira, 7 de março de 2014

AMYR KLINK

Terminei a leitura de CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR com grande sobressaltos de pura emoção. Realmente Amyr sabe contar e transmite ao leitor a emoção que sentiu, levando-o a sentir o mesmo.
Iniciei a leitura do primeiro capítulo com ressalvas e algumas críticas, depois elas foram sumindo, agora nem me lembro mais. Valeu!

segunda-feira, 3 de março de 2014

AMYR KLINK


          Não sei se já contei que também estou lendo  Cem dias entre  céu e mar, já cheguei à página 160. Interessante a concentração de Klink no objetivo e toda a preparação para chegar lá, assim como sua firmeza de  propósito, mas o que tem me prendido bastante são suas observações e reflexões. À página 148 encontrei esse pensamento:
        "É muito difícil conviver num ambiente tão apertado e é praticamente impossível conciliar hábitos diferentes por tanto tempo, sem declarar conflito armado. Às vezes dava graças a Deus por estar só (no barco) e, num momento difícil, poder decidir com calma e sem pressões. Assim como nas boas horas o lado positivo das pessoas se soma, nas horas negras o lado negativo se multiplica, criando pânico e trazendo perigo maior do que a própria situação. Um segundo tripulante não teria durado muito tempo a bordo."

sábado, 1 de março de 2014

Tatiana Salem Levy

Há meses, um livro gritava da estante, chamava minha atenção, implorava mesmo "pelo amor de Zeus, abra-me pelo menos... olha a minha capa". Hoje atendi, pois precisava inserir novo livro em minha lista de leituras, já que terminara Mais Platão e A bóia perdida, como você já leu aqui. Bem, fiquei sem fôlego e li apenas 3 curtas páginas. Ufa, como tem gente que escreve bem. Não me surpreendeu, ver na capa, que Tatiana com seu A chave de casa recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura 2008 e foi finalista do Prêmio Jabuti 2008, dois prêmios sonhados por todos que escrevem. Não recomendo para quem não gosta de Clarice Lispector, há qualidades parecidas. Eu adorei, mas aguarde que ainda estou no embalo inicial.
Estou dizendo isso porque me lembrei de um grande amigo, grande professor, que apesar de tudo que a crítica já disse, não admite que o texto de Clarice seja belo. Diz ele que "é coisa de mulher e eu sou machista demais para entender". Ainda bem que ele admite qual é o problema.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FILOSOFIA PRÁTICA



Terminei a leitura da obra acima e considero uma leitura interessante para estudantes de filosofia e psicologia ou, como eu, curiosos por tais assuntos. Também deve ser de grande utilidade para quem já está há muito tempo deitado em divãs de psicanalistas. Pode ser que Lou Maninoff aponte caminhos para você em seu Mais Platão, menos Prozac.
Não deixe de ler a relação de filósofos do Apêndice A e "Consultando o I Ching" do Apêndice E,

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Evangelina Barbosa de Moraes

Com grande alegria terminei a leitura de A bóia perdida de Evangelina Barbosa de Moraes. Não consegui ler apenas um, como já disse que vinha fazendo todo dia, mas embalei na emoção e li os dois últimos contos: "Celeste", que vai me levar a pesquisar uma tal de A Casa dos Sorrisos; e "Entre o céu e a terra", título que gera intertextualidade com o dramaturgo inglês.
Esse último conto divertiu-me bastante e fez com que eu relesse famoso conto de Machado de Assis. Obrigado, Evangelina, por tão saborosa leitura. Obrigado também aos editores da Bom Texto, por ter ousado publicar em épocas tão difíceis, já que boa parte de nossos leitores se sentem atraídos por inutilidades importadas.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Fazia muito tempo que eu não conseguia acessar meu blog, mas hoje, por encanto, encontrei um meio de acessar e escrever. Não tenho saído para ver peças ou shows, mas tenho lido bastante. Estou quase terminando a leitura de A Bóia Perdida de Evangelina Barbosa de Moraes. Que encanto de escritora, pura delicadeza! Quando eu pensava que nada mais conseguiria ver de novo, tenho a surpresa de encontrar alguém com tamanha competência e sensibilidade. Para não ficar embriagado demais, leio apenas um conto por dia, mesmo assim, certos dias, preciso voltar e reler alguns deles. Já tenho um livro de contos preparado para publicação, mas depois de ler Evangelina, vou pensar mais se ouso divulgar minhas histórias sem muita arte. O pior é que meu pretensioso Velho Libertino foi publicado há pouco no formato E-book, infelizmente não dá para voltar atrás.

 Outra leitura que tem me tomado a atenção é Cem dias entre céu e mar de Amyr Klink, nada de arte, de literatura, mas um relatório ou confissão muito bem realizada, que emociona e serve de exemplo para que analisemos o que temos feito de nossa vida e de nosso mundo. Revejo minha vida e acho minha pequena aventura interessante e bem realizada, não atravessei oceano, não enfrentei grandes ondas, mas lutei durante muito tempo com proveito para difundir nossa cultura, ensinar a viver melhor e tenho por aí, espalhados pelo Brasil, diversos alunos que testemunham e comprovam o que digo. Agora são amigos que me alegram a existência.Entre os livros que ando lendo, esses dois eu recomendo. O terceiro não precisa recomendação nenhuma, a Bíblia, que já li toda há muitos anos. Retomei, por acaso, entrei por Samuel, vi necessidade de retroceder, li o livro de Rute, estou em Números e vejo que preciso reler tudo com outros olhos, outra postura. É também um livro interessantíssimo. Além da leitura, o que estou fazendo? O que peixe faz, nada!