segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O)s Lusíadas em Cabo Frio, visto por Jiddu Saldanha

      Quem viu, viu, quem não viu, perdeu. Um dos trabalhos mais surpreendentes dos últimos tempos, em Cabo Frio. O poeta, professor, escritor e ator Geraldo Chacon, abrilhantou nossa noite. Já tínhamos tido um gostinho quando ele apresentou uma versão resumida deste trabalho no FesTSolos IV. Um evento de solos teatrais que aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de Julho. Foi uma apresentação que deixou um gostinho de quero mais e este “quero mais” aconteceu, justamente, este final de semana agora, dias 03 e 04 de Novembro no espaço cultural USIN4.
      Geraldo fez uma estilosa triangulação em cena. O espetáculo não tinha uma "gordurinha" sequer, ótima execução técnica, com boa iluminação e ambientação sonora de primeira. O texto de Camões, adaptado para ser ouvido, com uma maestria que poucas vezes vi. Um poema épico, adaptado para teatro é, sem dúvida, um grande desafio. Havia, também, no espetáculo, um humor fino e intelectual, é desses trabalhos que chama as pessoas de inteligente por tabela. O público sai se sentindo melhor e, claro, com orgulho da nossa pátria mãe portuguesa. Não é sempre que se tem um espetáculo consagrado à língua bem falada, por excelência, e tudo sem ser chato, professoral ou pedante.


      Angelah Dantas arrasou na direção. Deixou Geraldo solto em cena, mas com proposta de movimentação bem definida. As transições das personagens eram suaves e o ator mantinha uma palheta vocal que não passava cansaço ou ansiedade ao público. O trabalho terminou na hora certa e rendeu um gostoso bate-papo em que, Geraldo deixou fluir sua generosidade, distribuindo seus livros ao público que, depois, foi convidado pelos donos do espaço USIN4 a curtir uma rodada de conversa degustando as delícias da cantina “Catatempo". 

      Parabéns para toda a equipe "camoniana". Voltem sempre! Cabo Frio espera ainda ver mais deste tipo de linguagem. Quem sabe no "Poesia de Cena" de 2018? Vamos aguardar.

Os Lusíadas em Cabo Frio, por Jiddu Saldanha


"Por Mares Nunca Dantes Navegados", de Camões,
com direção de Angelah Dantas.


Quem viu, viu, quem não viu, perdeu. Um dos trabalhos mais surpreendentes dos últimos tempos, em Cabo Frio. O poeta, professor, escritor e ator Geraldo Chacon, abrilhantou nossa noite. Já tínhamos tido um gostinho quando ele apresentou uma versão resumida deste trabalho no FesTSolos IV. Um evento de solos teatrais que aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de Julho. Foi uma apresentação que deixou um gostinho de quero mais e este “quero mais” aconteceu, justamente, este final de semana agora, dias 03 e 04 de Novembro no espaço cultural USIN4. 
Geraldo fez uma estilosa triangulação em cena. O espetáculo não tinha uma "gordurinha" sequer, ótima execução técnica, com boa iluminação e ambientação sonora de primeira. O texto de Camões, adaptado para ser ouvido, com uma maestria que poucas vezes vi. Um poema épico, adaptado para teatro é, sem dúvida, um grande desafio. Havia, também, no espetáculo, um humor fino e intelectual, é desses trabalhos que chama as pessoas de inteligente por tabela. O público sai se sentindo melhor e, claro, com orgulho da nossa pátria mãe portuguesa. Não é sempre que se tem um espetáculo consagrado à língua bem falada, por excelência, e tudo sem ser chato, professoral ou pedante. 
Angelah Dantas arrasou na direção. Deixou Geraldo solto em cena, mas com proposta de movimentação bem definida. As transições das personagens eram suaves e o ator mantinha uma palheta vocal que não passava cansaço ou ansiedade ao público. O trabalho terminou na hora certa e rendeu um gostoso bate-papo em que, Geraldo deixou fluir sua generosidade, distribuindo seus livros ao público que, depois, foi convidado pelos donos do espaço USIN4 a curtir uma rodada de conversa degustando as delícias da cantina “Catatempo". Parabéns para toda a equipe "camoniana". Voltem sempre! Cabo Frio espera ainda ver mais deste tipo de linguagem. Quem sabe no "Poesia de Cena" de 2018? Vamos aguardar. 
Visite

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

OS LUSÍADAS EM CABO FRIO RJ

VELAS ABERTAS, PROA APONTANDO PARA CABO FRIO. 
QUANDO?  DIAS 3 E 4 DE NOVEMBRO; 
ÀS 20:00 chegue meia hora antes para garantir seu ingresso.

POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS é o título desse monólogo, dirigido por Angelah Dantas.

ONDE? No USIN4 que fica à rua Geraldo Abreu, 4, Cabo Frio, perto da Rodoviária. Referência: próximo da Henrique Terra.

Veja o que disse o cartunista Sendino: "Adorei o espetáculo, a adaptação de Os Lusíadas. Nunca imaginei que Camões ficasse bem em teatro, e ficou. Se isso já foi feito antes, não tenho notícia. Adorei a interpretação de todos os personagens, transmitindo emoção, da velhinha encarquilhada ao Gigante Adamastor. E adorei também as marcações de cena, o apito, as roupas, a representação cenográfica e sobretudo o som, perfeito para cada ocasião. Acho que o mesmo ator, desde que seja bom – como foi –, combina mais com o clima simbólico do espetáculo. Mais atores, na minha opinião, exigiria também uma superprodução, com cenários mais realistas. Do jeito que está, tudo fica 'redondo'."

sábado, 16 de setembro de 2017

NÃO TENHO MEDO DA MORTE

Pensando em um poema canção de Gilberto Gil e lembrando-me do meu velho pai, escrevi:

POEMA PROSAICO


Meu pai se foi,
embora tenha adiado esse dia por muito tempo.
Acreditou até que não iria mais.
Certa vez me disse que todos de seu tempo já tinham partido.
“Só eu que não!” Dizia ele com muito orgulho.
Mas como dissera Vieira
não há mais garantia que está perto nossa vez
do que o fato de termos durado muito.

Quando será a minha?
Sim, comigo não será diferente.
Não ficarei para semente.
Só espero que meu trem não demore
e que o maquinista não me esqueça na estação.
Afinal de contas, depois dos setenta
parece-me estar fazendo horas extras
e sempre gostei de ir pra casa cedo.

Se partir sem dor nem conflito
ficarei contente;
já escrevi meus livros,
Já criei meus filhos,
Já plantei muitas árvores,
- várias em quintais alheios -.
Só falta a terra, mãe sempre acolhedora,
 agasalhar-me em seu seio.


Oh, Gaia adorada! Não me deixe virar
uma ruína encarquilhada!
Abraça-me enquanto ainda me sinto homem
e posso possuir-te como se fosse
a última mulher amada.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

POEMA DE AMOR

Estava organizando alguns livros que estavam  fora de seus lugares, quando de dentro de um deles cai um papel amarelado e meio amassado; li e era um antigo poema meu. Fui no meu último livro de poesia, onde deveriam estar todos meus poemas e este lá não aparecia. Por que seria? Teria eu descartado o coitado por julgá-lo ruim? Será que quando fiz a organização dos poemas este já estaria perdido naquele tempo? Procurei meus dois primeiros livros e lá também o abandonado não aparecia! Mistério! Veja se ele é tão ruim assim que devia ser jogado no lixo. Dê sua opinião nos comentários, se for o caso eu mando para o lixo. Você decide!


NO ENCALÇO DO AMOR

Vejo desfazer-se em pedaços
meu poema de amor.
Caem os versos como pétalas de uma rosa fenecida.
E os traços escassos de meus sonhos lassos
diluem-se todos.

Mas continuo lutando, enfim, sem descansar,
pois sei que entre vitórias e fracassos,
hei de encontrar o sol dos sonhos meus
acampado nas curvas de teus braços.

Sol se pondo na Lagoa de Araruama, foto de Janice Rugani.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VOCÊ AINDA PODE ASSISTIR A "OS LUSÍADAS" aproveite!


SÁBADO DIA 26, ÀS 19 HORAS, última apresentação, chegue antes para comprar seu ingresso. Quem comprar antes das 18:30 terá desconto especial.

Veja trecho de um ensaio de 2009, disponível no YouTube;
Clique aqui

terça-feira, 8 de agosto de 2017

CABO FRIO VAI RECEBER OS LUSÍADAS

VELAS ABERTAS, PROA APONTANDO PARA CABO FRIO. 
QUANDO?  DIAS 3 E 4 DE NOVEMBRO; 
ÀS 20:00 chegue meia hora antes para garantir seu ingresso.

POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS é o título desse monólogo, dirigido por Angelah Dantas.

ONDE? No USIN4que fica à rua Geraldo Abreu, 4, Cabo Frio, perto da Rodoviária. Referência: próximo da Henrique Terra.

Veja o que disse o cartunista Sendino: "Adorei o espetáculo, a adaptação de Os Lusíadas. Nunca imaginei que Camões ficasse bem em teatro, e ficou. Se isso já foi feito antes, não tenho notícia. Adorei a interpretação de todos os personagens, transmitindo emoção, da velhinha encarquilhada ao Gigante Adamastor. E adorei também as marcações de cena, o apito, as roupas, a representação cenográfica e sobretudo o som, perfeito para cada ocasião. Acho que o mesmo ator, desde que seja bom – como foi –, combina mais com o clima simbólico do espetáculo. Mais atores, na minha opinião, exigiria também uma superprodução, com cenários mais realistas. Do jeito que está, tudo fica 'redondo'."