quinta-feira, 14 de junho de 2018

AOS POETAS DA REGIÃO DOS LAGOS e de todas as águas brasileiras










         (foto do amigo Hélio Borges)

O ASSINALADO

Tu és o louco da imortal loucura;
O louco da loucura mais suprema.
A terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema desventura.


Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma desventura extrema;
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.


Tu és o poeta, o grande assinalado;
Que povoas o mundo despovoado
De belezas eternas, pouco a pouco.


Na natureza prodigiosa e rica,
Toda a audácia dos nervos justifica,
Os teus espasmos imortais de louco!

                                                                                                      Cruz e Sousa


quarta-feira, 13 de junho de 2018

ALBERTO CAEIRO heterônimo de Fernando Pessoa


Não me importo com rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...

Comentário: Poema metalinguístico de Caeiro, já que trata da própria atividade de escrever, do seu estilo de composição. Justifica seu verso livre, sem preocupação com rima ou métrica, não por proposta modernista, mas como resultado de sua postura natural perante a vida e a natureza. Seus versos são livres e diferentes entre si,
assim como as árvores também são distintas uma das outras. Fernando Pessoa em cartas e anotações explica algumas coisas que foi descobrindo, enquanto escrevia para Alberto Caeiro. Por exemplo, Caeiro era doente dos pulmões, por isso, dos heterônimos foi o que morreu mais moço.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

PROCURE CONHECER

Veja o que há e o que acontece em ARARUAMAhttps://www.araruamaup.com/


quarta-feira, 9 de maio de 2018

POEMA PRA MELHORAR SUA VIDA


manhã.jpg

VIVA MELHOR 


Você é hoje o resultado
Do que pensou ontem
E amanhã será produto
Do que está pensando agora.

Se te ofendem fique calado,
Deixe que os outros reclamem,
Em vez de chorar fique mudo
E jogue sua raiva fora.

Verá como sua vida
Começará a mudar
Não de uma hora pra outra
Mas passo a passo . . . D e v a g a r.

Gota a gota o seu dia
Sempre terá mais alegria.
E quando tiver recaída,
Releia logo, de coração,
Um dos cartões de poesia.
               (Geraldo Chacon)  Visite: www.araruamaup.com

terça-feira, 24 de abril de 2018

POEMA DA RECUPERAÇÃO E SUPERAÇÃO


CONTRADIÇÃO sem tradução

Agora sim, posso dizer, oh! Mulher
Que se você quiser, ou  não, tanto faz.
Agora sim, posso dizer, oh mulher
Que sem você, eu vou encontrar a paz.
Agora sim, posso cantar
Oh! Querida,
Que longe de você, sem seu corpo,
eu vou encontrar a vida.

Finalmente, meu amor,
vivendo só de lembrança,
a minha vida se ajeita
e encontro a forma perfeita
de transformar a dor em flor.

      (Geraldo Chacon - 2018)







domingo, 22 de abril de 2018

REVOLTA DA CHIBATA

Acabei de ler agora mesmo o livro abaixo, escrito por FERNANDO GRANATO. O conteúdo me deixou triste, arrasado. Pude constatar que a classe política em 1910 não era muito diferente da de hoje e, em alguns aspectos, era bem pior. Fiquei com vergonha de ser branco, de ser brasileiro. Quando será que conseguiremos fazer algo para melhorar essa gentalha vil? Todo brasileiro precisa ler esse livro e pensar sobre esse dilema.
 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

VEJA A POESIA DA CANÇÃO BRASILEIRA

ANABELA
 
No porto de Vila Velha
vi Anabela chegar
olho de chama de vela
cabelo de velejar
pele de fruta cabocla
com a boca de cambucá
seios de agulha de bússola
na trilha do meu olhar.
Fui ancorando nela
naquela ponta de mar
 
No pano do meu veleiro
veio Anabela deitar
vento eriçava o meu pelo
queimava em mim seu olhar
seu corpo de tempestade
rodou meu corpo no ar
com mãos de redemoinho
fez o meu barco afundar
                                      Visite https://www.araruamaup.com/        
Eu que pensei que fazia 
daquele ventre meu cais
só percebi meu naufrágio
quando era tarde demais
vi Anabela partindo
pra não voltar nunca mais.    (Paulo César Pinheiro/Mário Gil)

* Veja não só a bela história de um amor machucado, mas observe também quanta poesia na maneira de nos revelar os sentimentos por meio de belas imagens e metáforas. Foram empregados versos redondilhos (7 sílabas) rimados com liberdade.